mãe d’OSGEMEOS ganha sua primeira mostra solo aos 82 anos


A partir de 10 de julho de 2026, o Museu da Imigração em São Paulo passa a ser palco da fascinante exposição “Assim Bordei Meus Sonhos”, criada pela talentosa artista Margarida Pandolfo. Conhecida por ser mãe da icônica dupla de grafiteiros OSGEMEOS, Dona Margarida apresenta uma coleção impressionante de crochês, bordados e pinturas que, além de trazer à tona sua singular experiência artística, também reverberam com o rico legado cultural dos imigrantes lituanos que contribuíram para a formação da sociedade paulistana. Essa mostra não é apenas uma exibição de arte; é uma viagem ao passado que explora as memórias afetivas e a identidade de uma comunidade vibrante.

A exposição ocorre em um momento significativo, celebrando o centenário da imigração lituana no Brasil. A escolha de Margarida Pandolfo para homenagear essa data não poderia ser mais apropriada, pois sua trajetória de vida e trabalho reflete as experiências de muitos que deixaram sua terra natal em busca de melhores oportunidades. Assim, as obras de Dona Margarida tecem uma narrativa de resistência, pertencimento e reencontro com as raízes culturais.

Do grafite de Nova York ao bordado de SP: mãe d’OSGEMEOS ganha sua primeira mostra solo aos 82 anos no Museu da Imigração

Margarida Leda Kanciukaitis Pandolfo, nascida em 1944, traz uma bagagem cultural rica que combina as influências da Lituânia, onde seu pai nasceu, e a realidade brasileira. Desde criança, ela experimentou o ato de criar com as mãos. Aprendeu a bordar aos 10 anos e, mesmo após se afastar por conta das obrigações familiares, nunca abandonou a paixão pela arte. A travessia dela entre as fronteiras da vida cotidiana e o vibrante mundo do grafite retrata essa relação intrínseca com a arte.

A nova fase da vida de Dona Margarida, que começou após seus 60 anos, revela-se como um testemunho inspirador sobre a importância da redescoberta e do fortalecimento da identidade cultural. Quando seus filhos, Otávio e Gustavo, a encorajaram a voltar a bordar, não apenas reavivaram sua paixão, mas também solidificaram a conexão artística que une toda a família. Essa experiência familiar de incentivo e amor é um aspecto que permeia toda a exposição em questão.



“Assim Bordei Meus Sonhos”: Margarida L. Kanciukaitis Pandolfo colore o Museu da Imigração até outubro

A exposição também serve como uma celebração da arte como meio de expressão e comunicação entre diferentes gerações e culturas. As obras de Margarida incluem bordados que recriam os icônicos grafites de seus filhos, estabelecendo uma ponte entre o universo urbano representado por OSGEMEOS e a rica tradição têxtil que Margarida representa. Essa fusão de estilos e técnicas destaca não apenas a versatilidade da artista, mas também a força da herança cultural que passa de mãe para filhos.

Os bordados e pinturas apresentados na exposição são compostos por retalhos que estabelecem um diálogo entre o passado e o presente, refletindo as dores e os desejos de muitos que, assim como Dona Margarida, têm histórias familiares entrelaçadas com o ato da migração. Aqui, o Museu da Imigração torna-se o local ideal para essa narrativa, proporcionando um espaço onde diversas histórias podem ser contadas e recontadas.

As vivências de Dona Margarida não são apenas suas; elas ecoam as vozes de milhões de pessoas que, de alguma forma, migraram em busca de oportunidades, de um novo lar. Ao visitar a exposição, o público é convidado a refletir sobre essas identidades compartilhadas e a importância da arte como um meio de expressão inteligente e sensível.

A trajetória da mãe d’OSGEMEOS e sua redescoberta artística

A história de Margarida é uma ode à resiliência. O retorno à sua paixão pelo bordado, incentivado por seus filhos, marca não apenas um novo capítulo em sua vida, mas também a emergência de uma artista completa, pronta para brilhar por conta própria. Com a primeira mostra solo aos 82 anos, Dona Margarida reafirma que é sempre tempo de se reinventar, de buscar novas formas de expressão e, acima de tudo, de celebrar a vida e suas experiências.



As obras de Margarida são, em muitos aspectos, um testemunho da vida cotidiana de uma imigrante e suas complexidades. O trabalho árduo, as lutas e as vitórias são refletidos nos fios que ela entrelaça, criando não apenas arte, mas um registro visual que se conecta à história de muitos. Ao compartilhar seu mundo, Dona Margarida oferece aos visitantes uma oportunidade de entender e valorizar as histórias que moldam a sociedade brasileira.

A importância do Museu da Imigração como espaço cultural

Localizado na Rua Visconde de Parnaíba, o Museu da Imigração é um espaço fundamental para a preservação da memória coletiva das inúmeras comunidades que contribuíram para a formação do Brasil. Com um acervo rico e diversificado, o museu se dedica a contar as histórias de imigrantes de diversas origens, fornecendo um contexto histórico e cultural que enriquece o entendimento do público sobre a diversidade presente no país.

A escolha de abrigar a exposição de Margarida no Museu é, portanto, altamente simbólica. O espaço não só apoia a arte contemporânea, mas também celebra a conexão entre o passado e o presente, permitindo que visitantes de todas as idades e origens se reconheçam nas histórias contadas. As obras de Margarida são um convite à reflexão sobre as lutas e conquistas que marcaram a vida de tantos imigrantes ao longo da história do Brasil.

Além disso, ao apoiar a arte de artistas como Margarida, o Museu da Imigração demonstra seu compromisso em dar visibilidade a vozes que, muitas vezes, têm sido marginalizadas ou esquecidas. Esse movimento não só enriquece a cena artística nacional, mas também abre espaço para diálogos essenciais sobre identidade, cultura e pertencimento.

FAQ

Será que a idade pode ser um fator limitante para a arte?
De forma alguma! A história de Margarida é um forte exemplo de que é possível iniciar ou recomeçar na arte em qualquer fase da vida.

Quem são OSGEMEOS?
OSGEMEOS é uma renomada dupla de grafiteiros brasileiros formada pelos irmãos Gustavo e Otávio Pandolfo, conhecidos por seu estilo único e vibrante.

Qual a importância do bordado na cultura imigrante?
O bordado carrega consigo tradições e histórias que muitas vezes são transmitidas entre gerações, sendo uma forma de manter viva a memória cultural.

Como a exposição se relaciona com a imigração?
As obras de Margarida abordam as experiências e memórias de imigrantes, refletindo sobre os desafios e conquistas que eles enfrentaram na busca por um novo lar.

Quais outros eventos o Museu da Imigração oferece?
O Museu realiza diversas exposições e atividades culturais que buscam celebrar a diversidade e a história dos imigrantes no Brasil.

Como faço para visitar a exposição de Margarida?
A exposição está aberta ao público de 10 de julho a 6 de outubro de 2026, com ingressos a partir de R$ 8, além de gratuidade em determinadas condições.

Conclusão

A exposição “Assim Bordei Meus Sonhos” é não apenas uma celebração do talento e da trajetória de Margarida Pandolfo, mas também um convite à reflexão sobre a rica tapeçaria cultural que compõe a sociedade brasileira. Ao unir bordados, memórias e a arte contemporânea, Dona Margarida oferece uma visão única sobre as experiências de vida que atravessam as gerações.

Visitar a mostra no Museu da Imigração é uma oportunidade imperdível para compreender e valorizar a importância da arte na construção de identidades e na preservação da memória coletiva. Essa relação entre o passado e o presente, o público e o artista, é uma celebração contínua e um chamado à empatia e à compreensão entre todos nós.



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