O fenômeno El Niño tem gerado preocupações com o nível do sistema Cantareira em São Paulo, que atingiu 44,4%, o maior patamar em 15 meses.
Impacto do calor e das chuvas no sistema Cantareira
Desde julho de 2026, os efeitos do fenômeno El Niño já são perceptíveis em várias regiões do Brasil, especialmente em São Paulo. As altas temperaturas e as chuvas irregulares levantam preocupações sobre a recuperação do sistema Cantareira, uma das principais fontes de abastecimento de água da cidade. O clima quente aumenta o consumo de água, o que, em um cenário de evaporação elevada, pode prejudicar a recuperação dos reservatórios.
As pancadas de chuva típicas do verão podem ser intensas, mas sua distribuição é desigual entre as regiões, o que afeta diretamente a normalização dos níveis do sistema Cantareira. Persistem, assim, os riscos de enfrentar períodos secos e longas secas, como observado entre 2025 e 2026, que dificultaram a formação de nuvens e a consequente chuva necessária para o suporte hídrico.

Previsões climáticas e riscos para 2027
Ainda em abril de 2026, especialistas já alertavam sobre o calor excessivo e os efeitos do El Niño, que viriam a impactar a estação chuvosa. Apesar da previsão de chuvas acima da média para o Sudeste, incluindo São Paulo, o cenário para os próximos meses não é otimista. O Cemaden indicou que a água disponível no sistema Cantareira chegou a 44,4% em outubro, enquanto a média histórica para o período é muito mais baixa.
O boletim do Cemaden também ressaltou que as precipitações abaixo da média entre janeiro e março de 2027 podem limitar os afluentes e o armazenamento do sistema. Essa situação não é uma crise imediata, mas tem potencial para reverter a trajetória de recuperação do sistema Cantareira, alertando a população sobre a necessidade de consumo responsável.

